A grande maioria dos madeirenses não está na Madeira. Está espalhada pelo mundo, principalmente na África do Sul, Brasil, Venezuela, etc. São muitos muitos milhares de pessoas.
Que seria da nossa ilha se todos voltassem?
Existe discriminação em relação aos emigrantes madeirenses pelos próprios madeirenses que são residentes. Todos têm saudades da ilha e esperam voltar um dia. Como será esse dia?
o portuga nao se esqueca do united kingdom que a uma larga comunidade de madeirenses incultos que nao aprendem sequer o engles ,e estao sempre a espera que os outros os ajude.
pois viver em comunidade tem os seus problemas ,aqueles que vem para o united kindgom e nao tem uma escolaridade acima da media ou um pouco de cultura e nem dominam sequer o english, estao a espera que os outros ajudam ,mas se vc pensa que o madeirense e contra o madeirense isso eu ja vi, uns anos atras tive a particularidade de visitar stockwell e fiquei empressionado com a camada de incultos que fazem parte dessa comunidade portuguesa <madeira>
pois eu nao vivo nem perto desse local.
mas nunca gostei de viver em comunidades de madeirenses eles ja na madeira sao como sao.
Mensagens: 7 Local: LONDRES, UK Registado: 22.04.05
Colocado em 22/04/2005 15:30
OLA ROMARIO
I BEG TO DIFER
Como sabes eu nao concordo quando tu assumes que os MADEIRENSES nao falen INGLES (ENGLES) porque nao queren eu pois estou aqui vai 35 anos i minha familia desde os 1950'' sai da MADEIRA 70'' claro quando o emigrante chega a qualquer pais se tem de compremeter assim pudendo por o comer na mesa. Mas digo-te sai da MADEIRA com onze anos i o meu PORTUGUES acho que ainda esta bom, enquanto a culturas que traxemos é portuguesa, é uma generalisedade dizer todos sao inucultos, eu personalmente conheco aqui povo LUSITANO em posicoes de grandes status.
Os que muitas vezes nao sabem falar INGLES é porque devere a idade deles i se tu aqui estais na INGLATERRA isso nao é so de os PORTUGUESES mas sim de todo o povo immigrante que viem neste pais, INDIANOS ,GREGOS, ETC..
Eu vi um sitio por aqui i o numero de pessoas PORTUGUESAS aqui era bem pequeno no REINO UNIDO só 175mil ou figura assim
Editado por abelha em 03/05/2005 16:34
Portuga, na minha opinião, os emigrantes deviam ser recebidos na Madeira de coração aberto. Mas muitas vezes reparo que os emigrantes, quando voltam se sentem superiores aos residentes e isso provoca também um certo afastamento entre os filhos da mesma Terra. Não consigo perceber o porquê desta situação. Os que ficaram lutaram por ter uma vida melhor, os que partiram também. Todos são pessoas lutadoras e boas. Não entendo mesmo esta questão.
Lamento se não consigo dizer quem são os melhores...
Talvez ninguém entenda mesmo. Para os residentes os emigrantes deixaram de ser madeirenses para serem sabe-se lá o quê. Só a família nos recebe de braços abertos, nos outros deixamos um "gosto amargo na boca" como diz a Miosotis. Sorte deles que muitos emigrantes já não querem voltar porque se sentem estranhos na sua própria terra. É triste.
portuga escreveu:
Talvez ninguém entenda mesmo. Para os residentes os emigrantes deixaram de ser madeirenses para serem sabe-se lá o quê. Só a família nos recebe de braços abertos, nos outros deixamos um "gosto amargo na boca" como diz a Miosotis. Sorte deles que muitos emigrantes já não querem voltar porque se sentem estranhos na sua própria terra. É triste.
Há uma realidade em que estou bem actualizado. A da maioria dos Emigrantes na Venezuela e/ou os seus descendentes que cá têm chegado.
O que se passa é simplesmente desprezível!
Porquê.
Porque pura e simplesmente chegam cá e passam a vida a criticar os Madeirenses e quase tudo o que existe cá pois para eles o paraíso terrestre é e será sempre a Venezuela (mas vêm é para cá; não ficam lá!) para já não mencionar aquele discurso irritante com que chegam cá a afirmarem sempre que têm oportunidade "que son Venezolanos" (incluíndo os que nasceram cá) .
Quanto aos filhos (Luso-descendentes e na minha óptica tão Portugueses como eu! ) normalmente têm passaporte Português mas só são Portugueses quando necessitam de arranjar trabalho ou equivalências para estudar (Ah! e também quando necessitam de viajar para países que exigem visto de entrada aos Venezuelanos), caso contrário também são "Venezolanos" e recusam-se (eu escrevi "recusam-se" não escrevi "têm dificuldades"a falar Português pois crêem que nós é que temos que falar aquela língua de merd. o Castelhano (segundo eles a lingua mais linda e maravilhosa que existe!) .
Perante isto e outras coisas mais, é de admirar que estes indivíduos não venham a ser bem recebidos.!?!?
Pelo contrário é surpreendente é a forma irritante como são tolerados e sobretudo insuportável como certos meios de comunicação locais lhes dão importância e relevo!
Notícia de 1ª. página do Jornal da Madeira hoje (também já tem sido noticiado noutros meios de comunicação social) diz que Actriz Luso-Venezuelana traz peça ao Funchal.
Que relevo é que tem este evento para nós Madeirenses em relação a outros eventos idênticos ou de maior importância mas que no entanto nunca foram noticiados na primeira página deste jornal ou que normalmente são esquecios pelos outros meios de comunicação social?!?
Eu respondo; os meios de comunicação social (principlamnete os escritos, mas não só) estão começando a ficar "inundados" de jornalistas (ou periodistas como eles costumam se chamar entre si) "MIRAS" que passam grande parte do tempo a focar as suas atenções em reportagens ou artigos sobre a Venezuela, os Venezuelanos, assuntos Venezuelanos ou sobre os "MIRAS".
MIRA: Emigrante Madeirense na Venezuela ou seus descendentes
É noticiado que esta actriz é Luso-Venezuelana!! Luso-Venezuelana.....???
As notícias que tenho lido noutros jornais acerca desta senhora nunca referiram o facto da mesma ser LUSO-Venezuelana.
Lendo o desenvolvimento desta notícia (tanto no jornal como noutro meio de comunicação social) quase somos levados a crer que estamos perante uma estrela internacional (fazem referência a uma aparição num filme em Hollywood).
Ora bem filmes em Hollywood (bons e maus) são imensos os que são produzidos todos os anos (muitos deles com actores desconhecidos que nunca irão de continuar a ser desconheciods só pelo facto que acturam em Hollywood).
Não que eu seja um grande cinéfilo, mas sinceramente .... algum dos senhores(as) já alguma vez ouviu sequer falar anteriormente no nome desta "grande Estrela Internacional "Bénézolana" que está cá para fazer uma peça"?
Ao que parece esta senhora aparentemente é um verdadeiro "ASTRO" para as pessoas da Associação Cultural Abril que se apresenta como uma "organização Luso-Venezuelana que promove o intercâmbio cultural enter a Venezuela e Portugal"
Não se sabe bem quais são os eventos culturais de qualidade portugueses que esta associação tem promovido na Venezuela!!. Agora uma coisa é certa, muitos eventos culturais Venezuelanos (uns com qualidade outros nem por isso) têm sido realizados em Portugal.
É a tal história do intercâmbio cultural que é suposto ser realmente um intercâmbio mas que na prática não é mais que uma relação unilateral.
Cultura de lá para cá. A daqui para lá, muito pouco o que realizam e normalmente o que realizam é de pouco qualidade ou é mesmo inexistente....
É interessante que esta associação cultural só “se desenvolveu” foi depois da agitação social e política na Venezuela ter-se iniciado.
Antes disso a maioria dos Luso-Venezuelanos pura e simplesmente não queriam saber da cultura Portuguesa. (na minha óptica continuam a não quererem saber)
Por favor alguém consegue ver a esta gente que os Madeirenses/Portugueses têm uma cultura muito mais rica que a Venezuelana que merece ser tanto ou mais divulgada na Venezuela do que a divulgação da cultura Venezuelana que eles têm tentadao fazer cá, com a “boleia” dos meios de comunicação sociais locais.
Ainda não repararam nisto?! Estejam atentos às notícias do dia-a-dia (principalmnete as que saem no TRIBUNA”
Começo por dizer que tenho muita admiração pelos emigrantes madeirenses. Se quisermos ser sinceros, temos de reconhecer o valor a todos eles. Proponho este pequeno exercício: imaginem abandonar o vosso "cantinho do céu" (patética definição da Madeira que, apesar de antiga, se vai ouvindo cada vez mais) para ir fazer vida para outro país em que tudo é diferente e adverso. De facto, mais fácil é ficar. Dito isto, gostaria de chamar a atenção para o seguinte: os "miras" de agora não são como os "miras" de antigamente. Estes eram generalizadamente respeitados pelos residentes, os de agora não. Porquê? Porque não se dão ao respeito, dirão alguns (é só ver as "postas" recentes neste fórum...). Até compreendo, mas não sou desta opinião. Acho que é porque os de antigamente voltavam verdadeiramente para a Madeira. Porque tinham saudades insuportáveis, porque amavam esta terra que nunca lhes saía (ou nunca lhes conseguia sair...) nem do pensamento nem do coração. O que parece que ainda poucos perceberam é que os "miras" de agora não voltam para a Madeira: não, são obrigados a voltar, ou seja emigram da Venezuela para cá... A Madeira é agora a terra próspera (o tal "cantinho do céu" que um outrora foi a Venezuela) e nós, por inerência, o povo de acolhimento destes novos emigrantes. Compreenda-mo-los e --- nem que seja por um argumento de Humanidade --- tratemo-los bem.
Editado por estepilha em 21/06/2005 23:35
Neste fórum fala-se de emigrantes da Venezuela - os miras - mas não se tem falado dos outros, daqueles que emigraram para países com culturas diferentes como os da Europa. Na América latina existe uma cultura muito diferente da nossa, como todos sabemos. Essa cultura latino americana que fica enraizada miras não é compreendida por nós. Também para os que regressam por obrigatoriedade é difícil entenderem a nossa cultura. Isso provoca "atritos" naturais e visíveis (a cultura dos miras passa por terem guardado alguns tostões que não foram empregues na formação mas sim em coisas básicas tais como casa e carro, ao contrário da nossa que aposta bastante na formação e na educação). Por outro lado, estes choques culturais podem ser atenuados com respeito. E isso eu não vejo muitas vezes e tenho muita pena. Tanto os miras, como os residentes deviam esforçar-se por se respeitarem mutuamente.
Quanto aos emigrantes de países europeus tiveram oportunidade de ter acesso a uma cultura mais próxima da nossa. Nestes casos, noto que o choque é bem menor e a convivência é mais harmoniosa.
Em qualquer dos casos devemos sempre respeitá-los e fazeremos com que nos respeitem.
Devo-lhe dizer que nutro uma admiração pela capacidade de realização dos Madeirenses em geral (não tenho mais admiração pelos emigrantes do que pelos residentes) daí que não ache que uns tenham mais valor do que outros. Talvez tenham mais valor do que os residentes dos países que os acolheram mas infelizmente não é isto que eles afirmam.
A sua teoria é que por estarem ou terem vivido num país em grande parte mais desenvolvido do que a Madeira e convivido com os locais (que normalmente na óptica deles é um povo superior) tornaram-nos a eles próprios pessoas fantásticas e superiores em tudo aos Madeirenses residentes. (quando muitas vezes nem se apercebem que acabaram por assimilar algumas características típicas da generalidade do povo oriundo do país onde emigraram que muitas vezes só os prejudicam).
Acha que se consciencializam disso?
Nem pensar!
Julgam-se superiores ao povo residente que vive numa porcaria duma ilha de 52 Kms de cumprimento e que é um povo “bruto” que só sabe o que se passa no Mundo de acordo com o que vê na Televisão.
Não há como “lo povo Bénéçolano e como Bénécuéla qui es um tremendo pais” , mas estão “todos” a vir embora para cá!
Eu não necessito de “simular o exercício que sugeriu” para tentar analisar o assunto com a maior isenção possível pois eu e a minha família já tivemos no passado que “saír do nosso cantinho do Céu” para ir viver noutro pais em que muitas coisas eram diferentes e estranhas (ás vezes até hostis!) .
Não vou no entanto sequer invocar esta situação para justificar o que seguidamente lhe digo e pergunto:
O ambiente aqui na Madeira é adverso para os “miras” que cá estão chegando com boas intenções?!?!?!
Acho que muito pelo contrário tal como eu já escrevi nesta pagina já está é “enojando” (desculpe o termo!) a cobertura e tolerância a todos níveis que os meios de comunicação social locais e os agentes sociais em geral têm dado a certas “Baboseiradas irritantes que estes indivíduos insistem em tentar divulgar”.
Talvez estão tentando civilizar-nos pois segundo eles nós somos uns pobre miseráveis que nunca saímos desta ilha “de mierd..” (tal como já ouvi vários chamar) para conhecer nada para além do que aquilo que aqui se passa/faz! (não pense que a intenção deles é só manter vivas certas recordações que têm do passado quando lá estavam na Venezuela afim de amenizar a sua mágoa de lá não estarem).
Eles estão convencidos que é que estão a “dar vida” a esta “isla de mier..” e que nós Madeirenses residentes estamos todos fascinadíssimos com isso.
Relativamente ao facto do respeito que os “miras” são alvo cá Madeira só faço a seguinte observação:
“quem quer ser respeitado tem igualmente que respeitar”
Quanto à sua nobre sugestão para que nem que seja por “humanidade” os compreendamos e tratemo-los bem devido ao motivo que mencionou (que os de antigamente voltavam verdadeiramente e os de agora emigram....etc) digo o seguinte:
Antigamente os “MIRAS” (os nascidos cá) normalmente voltavam por opção própria (embora muitos não fosse exactamente pelas razões “emotivas” que você mencionou), mas os seu filhos ou netos raramente (para não dizer sempre) regressavam contrariados. (Eu tive vários colegas de escola nessa situação)
Ora bem acho que você concordará se eu lhe disser que na altura para esses Luso-descendentes era manifestamente mais díficil adaptarem-se à realidade local por vários motivos (A Madeira não estava “tão” desenvolvida como actualmente, havia problemas sociais na Venezuela mas nunca os que existem agora que só os encorajaria a saír da Venezuela não quererem lá voltar tão cedo como sucede agora, etc etc)
No entanto daqueles que eu conheci (e olhe que foram alguns!) nenhum deles andavam a criticar os residentes e ilha, o nosso modo de vida característico, cultura,etc como estes que nestes últimos anos cá chegaram. E todos eles adaptaram-se à ilha e hoje emdia nem lhes passa pela cabeça saírem de cá!
Por outro lado não é fácil tolerar certas coisas intoleráveis como algumas com que já fui confrontado recentemente.
Digo-lhe é pena não poder recuar até mais-ou-menos a um ano-e-meio atrás e então teria oportunidade de lhe sugerir um endereço de uma página de internet local sobre “Bénécuela e los Béneçoalanos en Madeira” que eu por acaso visitei na altura (com boas intenções e com uma perspectiva completamente diferente em relação aos “MIRAS” do que aquela que tenho hoje) e que me fez entretanto abrir os olhos para certas coisas vergonhosas que até então desconhecia.
Esta página/organização ainda existe só que já está remodelada e apagaram tudo o que de vergonhoso lá estava escrito nas versões anteriores acerca da Madeira e dos Madeirenses residentes (mas as pessoas que estão à “frente da dita organização” continuam basicamente a ser as mesmas que incrivelmente por mais que uma vez já vi serem publicamente serem elogiadas (programa da Maria Aurora, Correio de Caracas, Associação ecos etc etc) alguns continuam a escrever pequenas colunas no TRIBUNA (refiro-me a uns senhores Enrique Batista e outro chamado Nelson Rodrigues). Sempre que vejo aparições públicas dessas pessoas em algunsmeios de comunicação social só me ocorre pensar “coitados dos pobres Madeirenses que nem imaginam o que esta “gajada” anda a dizer deles “
Escrevi “DELES” pois os mesmos quando criticam os Madeirenses não se referem a alguns, a muitos ou mesmo à maioria... afirmam que “são todos”.
Eu pelo menos tenho a serenidade suficiente para conseguir “distinguir o trigo do joio” e afirmo que grande parte (talvez a maioria”) podem ser assim como descrevo mas não são todos. Pessoalmente conheço muitos que são excelentes pessoas (melhores às vezes do que talvez a maioria dos Madeirenses residentes)
Caro Estepilha (vou-lhe tratar assim pois não sei o seu nome real) é sempre um prazer trocar ideias com pessoas diferentes e com diferentes perspectivas de certos assuntos, aliás é aí que assenta a “graça” e a razão de existência dos foros de discussão mas aproveito para dizer-lhe acredite que o que eu tenho escrito nesta página não é ficção é a pura das realidades
Cumprimentos!
estepilha escreveu:
Começo por dizer que tenho muita admiração pelos emigrantes madeirenses. Se quisermos ser sinceros, temos de reconhecer o valor a todos eles. Proponho este pequeno exercício: imaginem abandonar o vosso "cantinho do céu" (patética definição da Madeira que, apesar de antiga, se vai ouvindo cada vez mais) para ir fazer vida para outro país em que tudo é diferente e adverso. De facto, mais fácil é ficar. Dito isto, gostaria de chamar a atenção para o seguinte: os "miras" de agora não são como os "miras" de antigamente. Estes eram generalizadamente respeitados pelos residentes, os de agora não. Porquê? Porque não se dão ao respeito, dirão alguns (é só ver as "postas" recentes neste fórum...). Até compreendo, mas não sou desta opinião. Acho que é porque os de antigamente voltavam verdadeiramente para a Madeira. Porque tinham saudades insuportáveis, porque amavam esta terra que nunca lhes saía (ou nunca lhes conseguia sair...) nem do pensamento nem do coração. O que parece que ainda poucos perceberam é que os "miras" de agora não voltam para a Madeira: não, são obrigados a voltar, ou seja emigram da Venezuela para cá... A Madeira é agora a terra próspera (o tal "cantinho do céu" que um outrora foi a Venezuela) e nós, por inerência, o povo de acolhimento destes novos emigrantes. Compreenda-mo-los e --- nem que seja por um argumento de Humanidade --- tratemo-los bem.
Maria escreveu:
Neste fórum fala-se de emigrantes da Venezuela - os miras - mas não se tem falado dos outros, daqueles que emigraram para países com culturas diferentes como os da Europa. Na América latina existe uma cultura muito diferente da nossa, como todos sabemos. Essa cultura latino americana que fica enraizada miras não é compreendida por nós. Também para os que regressam por obrigatoriedade é difícil entenderem a nossa cultura. Isso provoca "atritos" naturais e visíveis (a cultura dos miras passa por terem guardado alguns tostões que não foram empregues na formação mas sim em coisas básicas tais como casa e carro, ao contrário da nossa que aposta bastante na formação e na educação). Por outro lado, estes choques culturais podem ser atenuados com respeito. E isso eu não vejo muitas vezes e tenho muita pena. Tanto os miras, como os residentes deviam esforçar-se por se respeitarem mutuamente.
Quanto aos emigrantes de países europeus tiveram oportunidade de ter acesso a uma cultura mais próxima da nossa. Nestes casos, noto que o choque é bem menor e a convivência é mais harmoniosa.
Em qualquer dos casos devemos sempre respeitá-los e fazeremos com que nos respeitem.
Cara Maria
Eu já conheci emigrantes e luso-descendentes (embora em muito menor número do que MIRAS) de outros países de cultura diferente da nossa (EUA, Canada; Australia) e nunca me defrontei com semelhante coisa.
Olhe que a sua ideia "de falta de habilitações literárias" não é bem assim pois precisamente aqueles (neste caso os luso-descendentes) que ás vezes actuam com um incompreensível comportamento de superioridade (vá-se lá saber com que lógica!!), são precisamente os que têm mais habilitações literárias.
Para esses pode estar certa que respeito não é a solução.
Muito pelo contrário, desprezo sim... e sobretudo intolerãncia sobre tudo aquilo que nos querem impigir, caso contrário garanto-lhe que um dia destes você para trabalhar e governar a sua vida terá que se dar ao ridículo de ter que hablar Castelhano (ou Bénéçolano como muitos ignorantemente dizem). Pois esta malta (principalmente os que chegaram acerca de uns 2/3 anos para cá) praticamente recusam-se a falar Português (eu disse recusam-se não disse falam mal ou não falam porque têm dificuldade em...) acha que nós é que temos que entender e falar Castelhano.
Por amor de Deus esta gente é que tem que se adaptar a nós, não nós a eles!
No fundo têm que fazer o que os pobres Madeirenses (normalmente pessoas do campo com pouca ou nenhuma habilitação literária) tiveram que fazer no passado quando lá chegaram . Ou seja tiveram que se adaptar inclusivé "hablar Castelhano", caso contrário eram intolerados, maltratados, insultados e gozados.
Editado por carpatian555 em 24/06/2005 19:13
Nunca irei "hablar castelhano" na Madeira!!!! Adoro a minha língua, que é a oficial da Madeira, quer queiram ou não.
Já reparei que muitos empregados de supermercado e de mesa "hablam castelhano", eu ignoro e falo português o mais correctamente possível. Eles não reagem mal, sabem quem é o cliente , felizmente para eles. Ainda não encontrei estes novos miras em posições laborais mais elevadas. Respeito-os enquanto me respeitarem.
Vai ser cada vez mais problemático o choque de cultura entre residentes e miras, com o regresso deles a aumentar. Pessoalmente, não me atraem os produtos da Venezuela nem o seu "espaço social", mas é uma realidade que está a invadir a ilha. De qualquer forma, temos de ser tolerantes, a Madeira também é a terra deles.
ola boa tarde.
acerca da conversa xenofoba acerca dos miras acho que vc estao enganados ate um certo ponto,eu nao estive na venazuela ,sou um emigrante num dos pais mais avancados do mundo,mas vcs estao a esquecerumas coisas acreca dos emigrantes!
muitos emigrantes tem filhos num pais que emigraram,embora os pais lhes ensine portugues,no tempo de ir para a escola e atraves dos anos e natural que os filhos dos emigrantes abracem a lingua que para eles e mae e e a cultura deles.
tudo aquilo que a rapaziada filhos e filhas de emigrantes da venazuela e em qualquer ponto do globo,traz para a ilha como sao e fruto dos ensinamentos nas escolas,ate isso nos temos tanto em portugal como na madeira.
quem nao se sente orgulhosos do seu pais ou de ser portugues??
para os filhos dos emigrantes ,eles vejam se como venazuelanos sendo assim e claro que tem que sentir orgulho de o que sao.
e claro que a vinda de actores ou pecas venazuelanas e para aproximar os filhos dos portugueses que porventura no seu coracao se consideram filhos da venazuela,a nao esquecer o seu pais.
claro que as pessoas que falam espanhol a vida enteira precisa de tempo para aprender, e adaptar ao portugues e o acento que manifestam e porque ainda estao rodeados por familia que fala o espanhol.nao a nada de mal nisso.
agora acho xenofobo,da parte de alguns cidadoes que aqui vem criticar,entao os madeirenses quando vao para outro pais gostam ter contacto com a sua cultura como,com bailinhos,ou folkclore,musica portuguesa e por ai alem,como ve nao tem nada de mal ,isso e para aproximar a cultura amigos.
Concordo com muita coisa que o Romario escreveu.
Não se esqueçam que nem todos os emigrantes são da Venezuela. Existem outros com culturas mais próximas da madeirense.
A Madeira é a terra dos pais dos jovens que regressam, não a deles. É natural que sintam saudades do país onde nasceram e dos seus hábitos e costumes. A Maria fala de tolerância e faz bem. Não devemos permitir faltas de educação e maus tratamentos como fala o Carptain, mas devemos dar-lhes uma oportunidade. É muito difícil estar longe da nossa terra e dos nossos.
romario escreveu:
ola boa tarde.
acerca da conversa xenofoba acerca dos miras acho que vc estao enganados ate um certo ponto,eu nao estive na venazuela ,sou um emigrante num dos pais mais avancados do mundo,mas vcs estao a esquecerumas coisas acreca dos emigrantes!
muitos emigrantes tem filhos num pais que emigraram,embora os pais lhes ensine portugues,no tempo de ir para a escola e atraves dos anos e natural que os filhos dos emigrantes abracem a lingua que para eles e mae e e a cultura deles.
tudo aquilo que a rapaziada filhos e filhas de emigrantes da venazuela e em qualquer ponto do globo,traz para a ilha como sao e fruto dos ensinamentos nas escolas,ate isso nos temos tanto em portugal como na madeira.
quem nao se sente orgulhosos do seu pais ou de ser portugues??
para os filhos dos emigrantes ,eles vejam se como venazuelanos sendo assim e claro que tem que sentir orgulho de o que sao.
Caro Romario
A definição de xenofobia no meu dicionário é “aversão às coisas ou pessoas estrangeiras”
Nesta conformidade você está meio certo ao dar entender que eu escrevi mensagens com algum teor xenofobo, visto que eu aqui na Madeira não gosto realmente de certas coisas Venezuelanas que estão sendo trazidas de lá para cá.
Agora no que se refere a ter aversão a pessoas estrangeiras, não creio ter-me revelado xenofobo, pois se esteve atento áquilo que eu já escrevi irá reparar que eu considero os Luso-Venezuelanos tão Portugueses (e consequentemente com os mesmos direitos) que eu.
Não sou eu que os considero estrangeiros, eles próprios é que se consideram como tal, pois tal como já escrevi a maioria tem ADN Português, tem Passaporte Português, mas só se assumem como Portugueses quando necessitam de arranjar um bom trabalho, equivalências de estudos ou quando necessitam de viajar para países que requerem vistos de entrada aos cidadãos Venezuelanos ou seja só se assumem como Portugueses quando lhes convém, para o todo resto não se consideram Portugueses ou mesmo Luso-Venezuelanos assumem-se como “Bénéçolanos”.
Logo quem não quer ser tratado como estrangeiro não deve actuar como tal. E quem se assume como estrangeiro tem que se preparar para ser tratado como tal. Conhece aquele ditado “quem não quer ser lobo não lhe veste a pele”?
Relativamente á língua uma vez mais você não entendeu o que eu escrevi, pois eu nunca critiquei essas pessoas por chegarem cá e não saberem falar o Português, o que eu critico é que eles não se esforçam minimamente, nem querem falar de maneira nenhuma a nossa língua (mesmo que o consigam) e pelo contrário quase querem que nós é que comecemos a falar o Castelhano.
Esses normalmente só se esforçam ou falam Português nas tais ocasiões que lhes convém nada mais!
E ainda relativamente a este assunto em nada me oponho a que eles “hablen castellano” em casa ou com os amigos, simplesmente não acho correcto aqueles que quando estão em público a trabalhar e apesar de saberem falar o Português, optam por falar em Castelhano entre si e ás vezes até com com os residentes.
Quando estão no café, em casa etc podem falar chinês até se quiserem....
Aqueles que não falam porque ainda não o sabem, ou aqueles que se esforçam ou mesmo aquelas pessoas que falam timidamente por terem receio/vergonha de ainda não saberem ainda falar bem o Português, a esses não aponto qualquer defeito e ainda até concordo que devemos ajudá-los. Agora quanto aos outros .... eu devo ser tolerante? Porquê!
Eu vou dar-lhe um exemplo, você diz que vive “num dos países mais avançados do Mundo” embora não saiba qual seja ele, vamos supôr que seja nos Estados Unidos por exemplo!
Diga-me uma coisa se filhos de Americanos que tivessem nascido em Portugal por qualquer motivo fossem forçados a regressar mesmo que contrariados aos Estados Unidos que era o país dos seus pais, e ao lá chegarem recusassem-se a falar Inglês, a adoptar certas coisas do “American way of life” e pelo contrário insultassem publicamente os Americanos, você acha que os Americanos iriam ser (ou deveriam ser) tolerantes com eles !?!?
Quanto á sua “teoria” sobre terem orgulho sobre o que são, sobre qual é a sua cultura, etc, acho que uma vez mais estamos totalmente de desacordo.
Pois diga-me o que são estes luso-descendentes? Qual é o seu povo? Qual é a sua raça?
“Bénéçolanos”?!?!?!
O venezuelano existe como nacionalidade mas não como raça, consequentemente nem entendo que tenham cultura específica visto que segundo julgo saber o país a exemplo de muitos outros é um país multi-cultural (pelo menos é o que dizem!)
Que eu saiba estes indivíduos podem naturalmente terem sido influenciados por outras culturas, mas em príncipio eles são culturalmente e sobretudo “antropologicamente” (se é que o podemos chamar assim) Portugueses.
Então porquê oferecem essa resistência em se adaptarem? E inclusivé criticam e insultam sem motivos o povo Madeirense de quem eles próprios descendem?
Porque a questão é essa. Eles recusam-se (não que tenham dificuldade) a se adaptarem.
Não sei se reparou mas estou falando de Portugueses que nasceram no estrangeiro mas que são Portugueses por ADN, por passaporte e muitos até interiormente um pouco pela sua personalidade herdada em parte dos pais.
E isto é o que me revolta. Pois se estivéssemos a falar de outros Venezuelanos os “pretos” por exemplo como eles chamam os crioulos ou então Venezuelanos de origem Espanhola, Italiana ou Árabe (que também existem muitos) , aí até se tolerava alguns desses comportamentos visto que se isto não é nem nunca havia sido a terra deles nem dos seus antepassados porque é que eles haveriam de se esforçar por se adaptarem ao modus-vivendi local? Mas não. Estamos falando de luso-descendentes.
Relativamente à conversa dos bailinhos e folclore, etc eu digo-lhe que você está fazendo uma comparação ilógica, pois eu por exemplo não criticaria que um crioulo Venezuelano chegasse cá e nos seus tempos livres tentasse promover eventos culturais típicos do seu país.
Até lhe digo mais, eu não critico que os próprios Luso-Venezuelanos o façam também.
O que eu critico e que me magoa muito é que os Luso-Venezuelanos e os próprios Madeirenses que lá viveram insultem-nos e nos gozem por que muitos de nós gostamos dos nossos eventos culturais, língua e características típicas pois eles insinuam que devíamos era ser e viver como os Venezuelanos que são na opinião deles um povo fantástico, ultra-simpático e super “chevere” (chevere é porreiro!) .
E repare que esta discussão assenta essencialmente na questão que ninguém se importa que esta gente se comporte entre eles como quiserem, agora não devem é insultar os Madeirenses residentes e depois esperarem ter um tratamento tolerante.
Quando falo em insulto não me estou referindo ao facto de estas pessoas não respeitarem a nossa cultura e hábitos (que é també a dos pais de muitos deles),
o que eu me refiro são mesmo insultos reais e ás vezes até um certo ódio incompreensível que esta gente sente em relação aos residentes que você nem ninguém nesta página sequer tem a noção que existe.
Digo-lhe que descobri isso acerca de uns dois anos atrás e partir daí tenho estado perspicaz e com “um-pé-atrás” relativamente a essa gente de quem eu anteriormente tinha uma ideia completamente diferente do que aquela que tenho hoje em dia.
Desculpe referir-me só aos “MIRAS” , mas estes são os que cujo realidade presente eu conheço muito bem (tenho imensos contactos profissionais no dia-a-dia, etc)
Para aquelas pessoas que estão cá na Ilha, só lhes digo que eu não sou nenhum doido varrido que sofre de xenofobia e que por qualquer motivo ou trauma esteja com algum complexo de persiguição relativamente a grande parte dos “MIRAS”.
Simplesmente lhes sujiro estejam atentos a esta realidade.
É pena que no site que eu já mencionei anteriormente numa das minhas opiniões, já tenha sido “escondido/apagado” tudo o que muita gente lá escreveu sobre os Madeirenses e a Madeira que eu lhes garanto não era mesmo nada “bonito” era digno de se ver pois apesar que no site em questão estavam inscritos só cerca de mil e tal pessoas e por conseguinte não possa ser legitimidado como sendo o porta-voz de toda a comunidade de “MIRAS” cá da Madeira, era pois na minha opinião que lido com eles todos os dias, muito sintomático da realidade que eu vos denuncio.
Tivessem lido o que li lá e não era necessário mais que 30 minutos para a vossa opinião sobre os hipocritamente simpáticos “MIRAS” mudasse repentinamente como sucedeu comigo.
Mantenham-se atentos!
Mas sobretudo cientes que tudo o que eu escrevo e poderei escrever cá, é na minha opinião acerca de grande parte dos “MIRAS”, não é naturalmente sobre todos ou sobre a maioria esmagadora deles. Existe imensa gente impecável!
portuga escreveu:
Concordo com muita coisa que o Romario escreveu.
Não se esqueçam que nem todos os emigrantes são da Venezuela. Existem outros com culturas mais próximas da madeirense.
A Madeira é a terra dos pais dos jovens que regressam, não a deles. É natural que sintam saudades do país onde nasceram e dos seus hábitos e costumes. A Maria fala de tolerância e faz bem. Não devemos permitir faltas de educação e maus tratamentos como fala o Carptain, mas devemos dar-lhes uma oportunidade. É muito difícil estar longe da nossa terra e dos nossos.
Caro Portuga
Subscrevo quase integralmente o que você opina simplesmente deixe-me dizer que grande parte destas pessoas não querem nenhuma oportunidade que não seja a de arranajr bons trabalhos , estudar etc. pois logo que se vêm servidos desatam a unir-se e a "atacar" os residentes.
Nunca irei "hablar castelhano" na Madeira!!!! Adoro a minha língua, que é a oficial da Madeira, quer queiram ou não.
Já reparei que muitos empregados de supermercado e de mesa "hablam castelhano", eu ignoro e falo português o mais correctamente possível. Eles não reagem mal, sabem quem é o cliente , felizmente para eles. Ainda não encontrei estes novos miras em posições laborais mais elevadas. Respeito-os enquanto me respeitarem.
Vai ser cada vez mais problemático o choque de cultura entre residentes e miras, com o regresso deles a aumentar. Pessoalmente, não me atraem os produtos da Venezuela nem o seu "espaço social", mas é uma realidade que está a invadir a ilha. De qualquer forma, temos de ser tolerantes, a Madeira também é a terra deles.
Cara Maria
O mais rídiculo é que eles acham e inclusivé divulgam (em Jornais na Venezuela por exemplo) que nós estamos fascinadíssimos com muitas coisas da cultura "Bénécualna" que eles estão trazendo para cá.
Tais como a sua gastronomia (por acaso eu até gosto também mas prefiro a nossa), as rumbas que organizam de-vez-em-quando cá (festas Venezolanas que normalmente organizam do Farol, no Copacabana ou no Mexicano) dos eventos culturais e alguns artistas que trazem de lá e sobretudo da sua maneira maravilhosa de ser (a sua personalidade característica) . enfim uma série coisas que na óptica deles é o que tem ás vezes dado vida e alegria a esta ilha de "mier.." (esta última parte já vi escrito mas não foi nos Jornais pois aí não convém escrever...é demasiado publico e não convém!.... enfim.....